DA BBC BRASIL

Os brasileiros tomam mais remédios para emagrecer do que qualquer país latino-americano.

O estudo, da empresa especializada em pesquisa de consumo Nielsen Holding, mostra que 12% dos brasileiros usam emagrecedores. A média de consumo na América Latina é de 8%, com Venezuela e Peru registrando apenas 4% que usam esse tipo de medicamento.

Os brasileiros também são os mais insatisfeitos com a silhueta. Cerca de 43% se consideram “um pouco acima do peso” e 16% “acima do peso”. Apenas 30% se disseram satisfeitos.

A insatisfação dos brasileiros está acima da média mundial: 35% se acham “um pouco acima do peso”.

Os chilenos também se destacam como os que se consideram “muito acima do peso”, com 8%. Entre os brasileiros, 3% se enquadram nesses perfil.

COLOMBIANOS SATISFEITOS

Os colombianos, por outro lado, são os mais felizes com a aparência: 44% consideram o seu peso satisfatório e 38% dizem estar um “pouco acima do peso”. A média de satisfação na América Latina é de 37%.

O estudo indica ainda que 50% dos brasileiros tentam atualmente perder peso de alguma forma.

Desses, 76% apelam para a mudança na dieta e 64% dizem estar fazendo exercícios.

Os mexicanos são os que mais buscam estar em forma, com 60% que tentam perder peso. Desses, 66% fazem exercícios físicos –os recordistas no quesito na região.

Os que menos se exercitam são os peruanos, com apenas 49%, entre os que que buscam perder peso.

DÚVIDAS SOBRE EMBALAGENS

O estudo afirma também que 52% dos latino-americanos não entendem “nada” ou “apenas parte” das informações nutricionais contidas nas embalagens dos alimentos.

Os latino-americanos (64%) são os que mais defendem a inclusão de informações calóricas nas embalagens, contra 53% dos europeus e apenas 28% dos africanos e árabes.

A pesquisa da Nielsen Holding ouviu 25 mil pessoas por meio da internet.

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A maca peruana é uma planta cultivada no alto das montanhas Andinas a uma altitude de 3800-4400 metros. Este alimento tem alta resistência às geadas, ao granizo, às secas e aos ventos fortes.

 
Os principais aminoácidos da maca são: a arginina e lisina, que são os mesmos que afetam a regularização da fertilidade,tanto em homens como em mulheres.As células reprodutivas do homem contem uma grande quantidade de arginina. A maca eleva os níveis de arginina nestas células ajudando desta maneira a solucionar problemas de fertilidade e falta de libido.

 

Possui excelentes propriedades afrodisíacas, energéticas, combatendo a impotência e melhorando a fertilidade, alem de:

 

  • Fortalece o sistema imunológico;
  • Regula o ciclo menstrual e aumenta a fertilidade;
  • Reduz os sintomas da TPM e da menopausa;
  • Aumenta a espermatogênese e a potência sexual.
Encontrada na forma de farinha e capsulas em lojas de produtos naturais.

Dra Íris Miranda – Nutricionista  – Especializada em Nutrição Esportiva. Espaço Acolher. Calçada dos Narcisos, 13 – Centro Comercial, Alphaville. Barueri-SP (11)41938952 – 79505969

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1- Qual a diferença entre pilates e ioga?
A ioga é uma prática originada na Índia há mais de 5 mil anos. O pilates é uma técnica ocidental de cerca de 100 anos. Conhecida como um estilo de vida que prega a harmonia entre corpo, mente e espírito, a ioga tem um apelo metafísico. “Os exercícios são uma forma de elevação espiritual”, afirma Shakti Leal, coordenadora do espaço Nirvana no Rio. No pilates, equilíbrio e concentração são questões objetivas. Os movimentos de cada exercício são tão complexos, que é quase impossível executá-los sem uma boa dose de concentração.

2- Pilates é feito no chão ou em aparelhos?
Nos dois. Nos aparelhos, as aulas geralmente são individuais. O aluno tem total supervisão do professor. As molas permitem que cada aparelho se adapte ao corpo e à postura do aluno, sem forçar demais nem machucar. Por esses dois motivos, as aulas com equipamentos são mais indicadas a quem tem algum tipo de lesão.

No chão, é possível fazer aulas em grupos maiores, embora os estúdios normalmente evitem lotar suas sessões. Nas academias, esse número pode chegar a 30 praticantes. Apesar de envolver movimentos livres e sem o auxílio de aparelhos, as aulas no chão, afirmam profissionais da área, não são mais difíceis nem exigem mais esforço. Os exercícios de solo e com aparelhos produzem os mesmos resultados.

3- O pilates tem os mesmos efeitos da musculação?
 Não. Os exercícios do pilates fortalecem, mas não fazem os músculos crescer tanto quanto a musculação. O pilates trabalha mais com a repetição de movimentos e menos com o aumento das cargas. Além disso, as molas usadas nos aparelhos oferecem um tipo de exercício diferente dos executados na musculação. “As molas produzem resistência constante e movimentos precisos”, diz Isabel Sacco, professora de biomecânica da Universidade de São Paulo (USP). “Na musculação, a eficiência do movimento depende do ângulo correto de cada exercício.” Outra diferença é que os exercícios de pilates feitos no chão trabalham vários grupos musculares ao mesmo tempo, enquanto na musculação cada exercício estimula, normalmente, um músculo por vez.

“O pilates me deu um corpo mais definido e menos inchado”, afirma o empresário Sérgio Sacchi, de 44 anos. Depois de descobrir três hérnias de disco, consequência de anos de exercícios sem alongamento adequado, tinha parado com as atividades físicas. Sacchi conheceu o pilates há dez anos. “Foi a alternativa que encontrei para me exercitar, depois dos problemas na coluna.”

4- Pilates cura hérnia e outros problemas na coluna?
Não existe cura para hérnia ou outras lesões, mas há meios de atenuá-las e reduzir as dores. Médicos e fisioterapeutas indicam pilates como uma boa opção para quem tem lesões na coluna por causa dos exercícios de baixo impacto, do fortalecimento dos músculos abdominais e da correção de problemas posturais. “Indico a prática a meus pacientes, assim como recomendo a reeducação postural (RPG) e a fisioterapia tradicional”, afirma Jamil Natour, professor de reumatologia da Unifesp.

A designer Karina Arruda, de 42 anos, recorreu ao pilates para cuidar da postura. Depois de sua primeira gravidez, há três anos, Karina começou a sentir dores e descobriu uma hérnia de disco. Por indicação médica, procurou as aulas de pilates e, depois de seis meses, parou com os analgésicos. “Não tomo mais nada”, diz. A dona do estúdio onde Karina treina, Luciana Araújo, diz que muitos alunos chegam por indicação médica.

5- Pilates evita lesões futuras?
Não. Para os especialistas, não há como comprovar que o fortalecimento da musculatura do abdome proteja a coluna contra novas lesões. “É uma besteira”, afirma Daniel Feldman, reumatologista da Unifesp. “O fortalecimento desses músculos não evita lesões.”  

6- Pilates emagrece?
Não necessariamente. Apesar de alguns exercícios exigirem um grande esforço físico, o objetivo do método não é a perda de peso. Para quem quer emagrecer, atividades aeróbicas são a melhor opção.

7- Pilates faz crescer?
Não. O pilates não acrescenta centímetros mágicos à estrutura óssea de seus praticantes. Mas melhora a postura. Por causa da postura mais ereta, temos a impressão de que crescemos, porque andamos menos curvados.

8- Quais são as variações do pilates?
É um assunto controverso entre os adeptos do método. Ao longo dos anos, os exercícios criados por Pilates foram incorporando novidades e se espalharam pelo mundo. Nas academias, o método ganhou adaptações, como swim pilates (na piscina), jumpilates (que alterna três minutos de pulos com um de pilates), iogilates (pilates e meditação). Os mais puristas afirmam que as variações da técnica criada por Papa Joe não são pilates. Assim, bolas e exercícios na água seriam uma deturpação da prática. “Estão usando o nome de um gênio da forma errada”, afirma Romana Kryzanowska, americana que se considera sucessora de Joseph Pilates. Mas Pilates nunca registrou seu método e Romana não foi sua única discípula.  

9- Pilates tem algum perigo?
Assim como acontece com qualquer exercício, o pilates mal executado pode agravar as lesões de quem procura o método com fins terapêuticos ou mesmo causar novas lesões. “Cuidado com professores que defendam uma coluna completamente reta ou que peçam para o aluno ‘encaixar o quadril’, posição em que o quadril se move para a frente e a curvatura lombar tende a ficar mais reta”, afirma Isabel Sacco. Isabel explica que, ao tentar reverter a curvatura normal da coluna, diminuímos sua capacidade de resistir a cargas e a deixamos mais vulnerável a lesões.

10- Como saber se a academia de seu bairro é séria?
A melhor maneira de se precaver na hora de escolher o estúdio ou a academia é verificar quem são os professores e quantas horas de aulas eles têm em sua formação. As principais instituições que emitem certificados no Brasil são reconhecidas pela Pilates Method Aliance, aliança internacional do método, e exigem um mínimo de 450 horas de aula. Esse número pode ser alterado para 360 horas de aula em cursos de especialização, como previsto pelo MEC. Os dois modelos são confiáveis. “Fuja de professores que tenham um workshop de fim de semana como único treinamento para dar aulas de pilates”, afirma Alice Becker, presidente da Aliança Brasileira de Pilates.

11- Pilates pode ser praticado por qualquer pessoa?
Não. Crianças abaixo de 6 anos ainda não têm estrutura óssea, dos músculos e ligamentos completamente formados. Pessoas com osteoporose grave ou com lesões graves na coluna também não devem praticar.

12- Existe algum limite para o número de aulas?
Assim como na musculação, especialistas recomendam que os músculos descansem por 48 horas. Como no pilates a musculatura do core é sempre exercitada, o ideal é alternar os dias. Isso dá uma média de três vezes por semana.

fonte:educacaofisicaa

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Um acordo entre o Ministério Público Federal em Minas Gerais e fabricantes de refrigerantes determina que as bebidas de baixas calorias ou dietéticos cítricos terão redução de benzeno no prazo de cinco anos. O TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) assinado com a Ambev, Coca-Cola e Schincariol prevê que a quantidade máxima deverá ficar em 5 microgramas por litro.

A presença do benzeno nos refrigerantes foi detectada em 2009 pela ProTeste, entidade de defesa do consumidor, ao realizar testes em 24 amostras de diferentes marcas.

O TAC foi assinado dois anos após o Ministério Público instaurar inquérito civil público para apurar o caso.

Ao analisar 24 amostras de diferentes marcas, a ProTeste detectou a presença do benzeno em sete delas: Fanta Laranja, Fanta Laranja Light, Sukita, Sukita Zero, Sprite Zero, Dolly Guaraná e Dolly Guaraná diet. Em duas das amostras –Fanta Laranja Light e Sukita Zero– a concentração estava acima dos limites considerados aceitáveis para a saúde humana.

De acordo com o Ministério Público, a legislação brasileira, em especial o Código de Defesa do Consumidor, estabelece que os produtos colocados à venda no mercado não podem trazer riscos à saúde ou à segurança dos consumidores. Os fornecedores, em qualquer hipótese, devem fornecer as informações necessárias e adequadas a respeito.

Como as bebidas testadas traziam ácido benzoico, era possível que algumas também tivessem benzeno, uma substância cancerígena que resulta da combinação dos ácidos benzoico e ascórbico, mais conhecido como vitamina C. Estas duas substâncias juntas, sob certas condições de exposição à luz e ao calor, podem reagir e formar o benzeno.

As análises apontaram benzeno em sete bebidas. Em duas, Fanta Laranja Light e Sukita Zero, o limite estava acima do recomendado para um consumo saudável. Na Sukita Zero foi detectado limite quatro vezes superior ao aceitável. Como não existe um limite fixado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para refrigerantes, a ProTeste utilizou o parâmetro de água potável, que é de 5 microgramas por litro.

O limite permitido pela OMS (Organização Mundial de Saúde) para a água potável, é de 10 ppb (partes por bilhão). Nos Estados Unidos esse limite é de 5 ppb, e na União Europeia é de 1 ppb.

No Brasil, a portaria da Anvisa nº 518/04, que estabelece o padrão de potabilidade da água, determina o limite máximo permitido para benzeno de 5 microgramas por litro.

Como a OMS e as autoridades sanitárias estrangeiras e nacionais não estabeleceram um limite de benzeno para refrigerantes e sucos, considera-se que, no mínimo, deve ser adotado o mesmo limite utilizado para a água potável. As marcas reprovadas estavam acima desse limite.

Foram encontrados limites aceitáveis de benzeno no guaraná tradicional e light Dolly, na Fanta Laranja tradicional, Sukita tradicional e na Sprite Zero.

O Ministério Público também expediu recomendação para que a Agência Nacional realizasse os estudos necessários para determinar a concentração máxima, tolerável, da substância nos refrigerantes comercializados no país.

Os fabricantes informaram que a formação do benzeno decorre de um processo químico geralmente desencadeado nos refrigerantes light e diet, já que a presença do açúcar inibe a formação da substância.

Disseram ainda que “a eventual identificação de traços mínimos de benzeno em determinado produto pode se dar por razões diversas e alheias aos esforços da empresa, como, por exemplo, em decorrência da quantidade de benzeno pré-existente na água”.

Fonte: Folha

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Na lista de benefícios dos frutos oleaginosos entram proteínas, gorduras de boa qualidade, vitaminas e minerais

Nozes: alimento que ajuda a diminuir os níveis de colesterol / Foto: stock.xchng

A família das oleaginosas como amêndoas, castanhas, avelãs, entre outras é muito rica em nutrientes. Na lista de benefícios entram proteínas, gorduras de boa qualidade, vitaminas e minerais.

As castanhas são considerados um bom petisco por ter uma grande varidade de sabores e formas. O jornal britânico Daily Mail publicou uma lista de quais castanhas escolher de acordo com a sua condição de saúde.

Baixar o colesterol: Nozes

Um estudo envolvendo 365 pessoas constatou que aqueles que comem 30g diárias de castanhas conseguem reduzir até 0,3 pontos no colesterol em um mês.

Combater cansaço: Castanha de caju

Contêm o dobro da concentração de ferro do que uma carne, ajudando a transportar oxigênio para todo o corpo, melhorando a concentração e diminuindo o cansaço.

Combater gripes e resfriados: Pecans

Cinco nozes contêm cerca de 1/6 da dose diária recomendada de zinco, que é vital para o funcionamento dos glóbulos brancos que combatem bactérias e vírus, incluindo gripes e resfriados.

Perda de peso: Amendoins

A proteína, gordura e fibra ajudam na sensação de saciedade mais rápida, levando a comer menos. Pesquisa da Universidade de Harvard descobriu que dietas moderadas em gordura que incluem amendoim e manteiga de amendoim são fáceis de perder peso do que dietas de baixa gordura com calorias similares.

Redução da pressão arterial: Pistaches

Duas porções de pistache sem casca têm mais potássio que uma banana e, quando parte de uma dieta saudável, ajuda a controlar a pressão arterial.

Prevenção do câncer: Castanha-do-pará

Fonte de selênio, ajuda a proteger células, reduzindo o risco de desenvolver de certos tipos de câncer (bexiga e próstata). Duas porções diárias de castanha-do-pará fornecem mais selênio do que a necessidade diária.

Lidar com o diabetes: Amêndoas

Rica em fibras e carboidratos, reduzem o índice glicêmico da refeição da qual fazem parte, e sãocompostos de magnésio para regular o açúcar no sangue.

Saúde como um todo: Avelãs

Rica em gorduras monoinsaturadas, saudáveis para o coração, é uma fonte natural da vitamina E, que protege as células. Além disso, avelãs são ricas em fibra, cálcio, magnésio, zinco, ácido fólico e biotina, tornando-se um alimento saudável.

Fonte: vivabemband.com

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Originária do México, seu principal componente é o ômega 3 - em teor mais elevado do que o encontrado na linhaça. Rica em fibras, cálcio, magnésio, potássio e ferro em boas quantidades.

Suas sementes são mucilaginosas, forma um gel no estômago ocasionando saciedade.

O alimento possui:

  • 15 vezes mais magnésio do que o brócolis;
  • 8 vezes mais ômega 3 do que o salmão;
  • 6 vezes mais cálcio do que o leite integral;
  • 3 vezes mais ferro do que o espinafre.

 

 

Auxilia na redução do colesterol, controle glicêmico, ajuda na formação óssea e melhora a imunidade.

Encontrada em grãos, farinha e óleo em lojas de produtos naturais. Recomenda-se ingerir 30 minutos antes das grandes refeições do dia.

 

 

Dra Íris Miranda – Nutricionista – CRN 24352 – Especializada em Nutrição Esportiva. Espaço Acolher. Calçada dos Narcisos, 13 – Centro Comercial, Alphaville. Barueri-SP (11)41938952/Facebook Nutriris Consultoria Iris Nutricionista

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A maioria dos adultos trabalha duro, paga impostos e junta dinheiro de olho em uma aposentadoria confortável. Ao chegar à terceira idade, as pessoas querem apenas descansar e curtir a vida. Agora, no segundo capítulo da série “Super-Humanos”, do esporte espetacular, você vai conhecer a história da vovó Olga, uma idosa de 92 anos que virou fenômeno do atletismo e está sendo estudada por cientistas da Universidade McGill, de Montreal, no Canadá.

Olga Kotelko é filha de imigrantes ucranianos radicados no Canadá. Na infância, trabalhou na lavoura e depois virou professora. Após uma desilusão amorosa no casamento, resolveu dar uma guinada: divorciada, mudou-se com as duas filhas para Vancouver, cidade que respira esportes. E foi aí que sua vida mudou radicalmente. Apesar de tardiamente, ela descobriu o atletismo aos 77 anos e foi recomendada por muitos médicos a procurar outras atividades mais leves, como caminhada ou hidroginástica. Mas Olga resolveu se arriscar na nova descoberta:

- Havia um clube de atletismo para veteranos no meu bairro, e eu olhava e pensava: “nossa, isso é muito difícil”. Não era para alguém da minha idade. Então um dia fui assistí-los em uma competição e vi uma mulher jogando algo da altura do pescoço, era um arremesso de peso. Pensei, “se ela consegue, também consigo”. Foi assim que comecei – contou.

Recordes, medalhas e espanto geral

Daí para frente Olga não parou mais. Aos 79 anos participou da sua primeira competição e não tomou conhecimento das outras atletas – da mesma faixa etária. No arremesso de dardo, jogou o objeto 10 metros a mais que as concorrentes. As adversárias pareciam não entender e ficaram curiosas, fazendo perguntas, como ela mesma conta: “Como você é tão forte? O que você comeu? Quem é seu treinador?”.

Super-Humanos ee (Foto: Reprodução/TV Globo)
Vovó Olga mostra muita disposição nas pistas de corrida (Foto: Reprodução/TV Globo)

No currículo, mais de 20 recordes mundiais em diversas modalidades do atletismo: arremesso de peso, disco, dardo, martelo e corridas de curta distância, como 100m e 200m. Quebras de marcas e muitas medalhas, uma supremacia assustadora em um esporte que cada milésimo vale muito. Por exemplo, o tempo de Olga nos 200m (56s46) é quase 15 segundos menor que o da segunda colocada (1m09s09).

O desempenho de Olga chamou tanta atenção que os cientistas da Universidade McGill resolveram entender melhor o que ocorre com o corpo dela. Nas pessoas comuns, com o passar do tempo, é normal a diminuição da massa muscular. Mas isso não acontece da mesma maneira com ela, seus músculos parecem não sentir a passagem do tempo.

Super-Humanos ee (Foto: Reprodução/TV Globo)
Antes do atletismo, Olga pega peso na academia
(Foto: Reprodução/TV Globo)

- O que sabemos é que a decadência muscular dos humanos começa a partir dos 50 anos. Só que depois dos 70, a perda de massa muscular é imensa e são justamente os músculos que vão determinar o quão independentes nós vamos ser na terceira idade. Se vamos conseguir levantar sozinhos da cadeira, evitar quedas ou controlar nossos movimentos – disse Russ Hepple, PHD em fisiologia pela Universidade McGill.

- Os músculos de Olga, quando você olha, não parece de alguém com 90 anos. Eles têm 60, 70 anos no máximo. Por que? Esse é o grande mistério – levantou a questão, Tanja Taivássalo, professora e pesquisadora da Universidade McGill.

Das pistas para o laboratório

A atleta aceitou o pedido dos cientistas para ser estudada no laboratório. Olga teve o corpo todo mapeado para tentar desvendar os segredos da sua resistência. Pegaram um pedaço de músculo para analisar as células. Dentro de cada célula existe a mitocôndria, que funciona como uma central de energia. Com o avanço da idade, a mitocôndria apresenta defeitos, e a célula não alimenta mais os músculos corretamente. No entanto, apesar dos 92 anos, as células das fibras de Olga estão a pleno vapor, sem falhas.

- Tipicamente o que vemos a partir dos 70 anos é de 1% a 2% de células mortas, por causa de defeitos na mitocôndria. Isso deixa os músculos mais fracos. Em Olga, não vimos nada disso. É impressionante – disse Tanja.

A explicação para o desempenho fora do normal pode estar na rotina de treinamento. Olga não para nunca, se mantém em atividade regularmente: cuida do jardim em casa, trabalha no bazar da igreja local, faz academia e treina sempre respeitando o próprio corpo.

- Com o envelhecimento fui aprendendo o valor do tempo. Escolhi ser uma atleta de coração jovem em vez de uma velinha problemática. Acredito de verdade que nunca é tarde para alcançar uma boa saúde. Mas você tem que trabalhar para isso, não vai acontecer do nada – avisou Olga.

Sempre de olho no futuro

Professor e pesquisador da Universidade McGill, o brasileiro Dilson Rassier acha que a pesquisa sobre as habilidades “super-humanas” da vovó Olga pode ajudar a vida de outros idosos futuramente:

- Acho que vamos acabar derrubando vários dogmas, que podem ou não impedir pessoas de fazer atividade física, pessoas com idade avançada, com certas doenças neuromusculares. Só tende a melhorar a qualidade de vida dessas pessoas num futuro próximo.

O senhora de cabelos brancos que chamou a atenção de todos também adota um curioso sistema de alongamento e massagem, que ela faz sozinha em casa. O processo dura cerca de uma hora e vai do fio de cabelo até as pontas dos pés. Olga garante que depois do ritual está renovada e pronta para outra maratona de exercícios. E parece que ela está sempre pronta, sempre olhando para frente:

- Não vejo nenhuma razão para eu parar e não planejo parar. Estabeleço objetivos para mim e adoro competir – finalizou.

Fonte:Globo esporte

Dra Íris Miranda – Nutricionista – CRN 24352 – Especializada em Nutrição Esportiva. Espaço Acolher. Calçada dos Narcisos, 13 – Centro Comercial, Alphaville. Barueri-SP (11)41938952

 

 

 

 

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Por muito tempo usado na área hospitalar devido a rápida absorção e demais benefícios ao paciente critico, agora este TCM – triglicérides de cadeia média virou febre nos Estados Unidos como auxiliar na perda de gordura corporal.

 

O óleo de coco extra-virgem é o único óleo vegetal que contém alta concentração de ácido láurico e monolauril que favorecem a oxidação de ácidos graxos e a sua utilização como fonte de energia, ou seja, não estocável em células de gordura e ao mesmo tempo estimulando o metabolismo ao famoso efeito termogênico conhecido como queimador de calorias.

De quebra tem outros benefícios:

  • Fortalece o sistema imunológico contra bactérias e fungos;
  • Rico em vitamina E, ajudando no combate aos radicais livres;
  • Causa saciedade evitando sensações de fome.

Encontrado em lojas de produtos naturais escolha a versão extra-virgem, extraído a frio. Suporta bem altas temperaturas para pratos salgados e pode também ser aproveitado em preparações frias como vitaminas, frapês e sucos.

De 2 a 3 colheres de sopa por dia é o recomendado. Use com moderação e aproveite das propriedades nutricionais.

 

Dra Íris Miranda – Nutricionista – CRN 24352 – Especializada em Nutrição Esportiva. Espaço Acolher. Calçada dos Narcisos, 13 – Centro Comercial, Alphaville. Barueri-SP (11)41938952
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qua
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Corpo, ilustre desconhecido

Não podemos nos sentir plenos enquanto não tomarmos real consciência de nosso físico

Texto Jeanne Callegari • Fotos Gustavo Arrais

As palavras no computador me chamaram a atenção. “A gente vive em uma cultura que aliena nosso corpo”, dizia a atleta e escritora Marília Coutinho, em uma entrevista. “Nossas instituições criam um indivíduo que vê a mente em primeira pessoa, mas pensa o corpo em terceira pessoa.” Na hora, me identifiquei. Tendo construído minha identidade em torno da mente (a moça inteligente, que gosta de teorias), costumava tratar o corpo com desdém; não o exercitava, não o alimentava direito, não cuidava de seu descanso. Há algum tempo, porém, eu descobrira o quanto isso me era nocivo, e decidira mudar. Mas não é fácil alterar hábitos de uma vida toda. E assim, continuava desconectada do meu corpo. Desconectada de mim.

Então me veio a ideia de escrever uma reportagem sobre o corpo. Desde o início, uma contradição: como escrever sobre algo que, essencialmente, vivemos na prática, em movimento? Na hora de digitar o texto, senti dores nas costas, e também um sufocamento, típico da angústia de não saber como começar; recomecei várias vezes, sempre com um aperto no peito. Aos poucos, caía a ficha: assim como tudo que fazemos na vida, escrever é físico; existe a mente, que pensa e elabora, mas ela está ligada ao corpo, ela só existe no corpo. O que sentimos e pensamos influencia no físico, e vice-versa, como sabem todos que já tiveram uma enxaqueca depois de brigar com o ser amado.

A medicina ocidental já pesquisou muito sobre a somatização, ou seja, como as emoções afetam nossa saúde. Mas as relações entre nossa mente e nosso corpo são mais profundas do que isso. Se os médicos não encontram a causa para a dor de um paciente, por exemplo, dizem que “é psicológico”; como se o psicológico não fosse parte do corpo. Especializada, a medicina trata dos ossos, dos olhos, da pele como se fossem partes separadas, independentes. Mas como cuidar de uma dor nas pernas sem considerar as origens mais profundas que essa dor pode ter?

É no corpo que, desde a infância, reprimimos sensações. “Na rigidez, retração e dores dos músculos das costas, membros, diafragma e também do rosto e do sexo, está escrita toda sua história, do nascimento até hoje”, escreveu a fisioterapeuta Thérèse Bertherat, no clássico O Corpo Tem suas Razões (Martins Fontes). Para lidar com as angústias de não poder transformar o meio, as crianças calam o próprio corpo. “Você dobrou-se como pôde e, para conformar- se, você se deformou”, diz Thérèse. Uma criança que precisa de muito contato, por exemplo, chora porque se sente carente. Contudo, se ela não consegue o “colo” de que necessita, irá engolir o choro, pois não quer sentir aquela angústia para sempre. Assim, prendendo a respiração, sufocando as lágrimas, encurvando os ombros, vamos reprimindo as dores. Mas acabamos, também, reprimindo outras coisas. Uma delas é a capacidade natural do corpo de autorregulação. “Criamos couraças musculares, camadas de proteção, e com isso bloqueamos a percepção de todo o corpo.

Perdemos a capacidade de perceber doenças, de ver o quanto precisamos descansar”, diz Sandra Volpi, psicóloga do Centro Reichiano, de Curitiba. Couraças formadas por ombros caídos, costas curvas, joelhos tortos não são as únicas perdas que o corpo sofre na infância. Força, agilidade, coordenação… Nossa capacidade física vai se perdendo. A cada “menino, para de correr!” ou “menina, desce daí”, deixamos de desenvolver um pouco do nosso potencial. As mulheres acabam sofrendo ainda mais. Por serem consideradas frágeis, seus movimentos são mais restritos: devem ser comedidas, não pular feito meninos, não escalar coisas. Aos garotos é permitido um pouco mais de movimentos. E, assim, eles se desenvolvem melhor fisicamente. O exercício é mais fácil para eles. E, apesar disso, elas é que são mais cobradas para emagrecer, “caber” em um padrão de beleza.

Marília Coutinho chama o estranhamento do corpo de alienação corporal. “Alienação significa que algo é separado de um sujeito”, escreve no livro Estética e Saúde (Phorte), lançado em agosto passado. É o afastamento do ser humano de algo que lhe é essencial: sua corporalidade, a consciência de si mesmo. É uma forma de mutilação. Claro, o corpo não deixa de existir. Mas, sem perceber, passamos a enxergá-lo como estranho, algo que nos desobedece, que engorda, emagrece e fica doente à nossa revelia. Vira uma espécie de criança malcriada, que podemos até mesmo rejeitar por não seguir nossos desígnios.

Separação da mente

A alienação corporal surge de uma forma de pensar muito antiga: a ideia de separação entre mente (ou alma) e corpo. Na Grécia antiga, Platão falava do mundo das ideias, que eram perfeitas, ao contrário de suas manifestações do mundo físico, que sempre tinham algo de meio torto. Pense numa forma usada para moldar biscoitos. A forma é perfeita; seria a alma, a realidade verdadeira. Já os biscoitos prontos são todos diferentes: um sai mais gordinho, outro mais queimado. Os biscoitos são o corpo, o mundo material. Corpos que devem ser domados, superados. “Como a alma era imortal, era considerada mais nobre, superior ao corpo”, diz Denise Bernuzzi de Sant’Anna, professora de história da PUC-SP e autora de Corpos de Passagem (Estação Liberdade).

Essa visão é predominante em muitas religiões. O cristianismo, por exemplo, fala em alma imortal, que o corpo é a fonte do pecado; deve, então, ser punido. A filosofia hindu divide o mundo entre purusha (mente/espírito) e prakriti (substância material). No Ocidente, essa visão atingiu o ápice com Descartes; sua famosa frase, “penso, logo existo”, deu margem para que a mente fosse considerada superior ao corpo.

Uma vez estabelecida a separação entre mente e corpo, o que acontece? Muito cedo, e sem perceber, acabamos pendendo para um dos lados. Corpo ou mente: não podemos ter os dois. Lembra da escola? De um lado, o grupo dos “esportistas”; do outro, os “nerds”. Raras eram as crianças que podiam transitar entre as duas esferas. “Quem vai para o lado da mente acaba por achar que os saberes do corpo não lhe pertencem, não lhe dizem respeito”, diz Leonardo Caramori, mestre de tai chi chuan. E o corpo fica ali, meio deixado de lado.

Claro, o dualismo não é a única visão existente. A teoria oposta é o monismo, que considera que não há divisões na essência das coisas. Assim, corpo e mente não são fundamentalmente diferentes, e sim parte de um todo complexo. Entre os antigos, Parmênides defendia essa visão; entre os modernos, Spinoza. Para esse filósofo, o mundo era composto de uma substância neutra, da qual tanto o mental quanto o físico eram propriedades. Seja como for, essa visão sempre foi minoria. Faz muito pouco tempo que os pensadores começaram a considerar, em suas teorias, a natureza corporal do ser humano, o fato de que existimos no espaço (nós nos movemos, ocupamos espaço no mundo, trombamos uns com os outros) e no tempo (envelhecemos, temos uma expectativa de vida limitada). Não existimos sem nosso corpo: não é possível deixá-lo do lado de fora da sala de aula, assim como não é possível deixar a mente na porta da academia.

Forma x corpo

A essa altura, você deve estar se perguntando: “Como o corpo pode ser negligenciado na sociedade, se tudo que vejo por aí é a busca de um corpo perfeito, um padrão de beleza único?” De fato, não são os filósofos nem os físicos que estampam capas de revistas; não é em busca de um cérebro melhor que as pessoas se matriculam em academias. Mas buscar um padrão de beleza é bem diferente de termos consciência de nosso organismo. “O ideal de alma elevada foi substituído por um ideal de boa forma”, diz Denise de Sant’Anna. “O dualismo continua, mas a oposição agora é entre o corpo carnal, mortal, que fica doente, envelhece, e um corpo ideal, sempre jovem e limpinho.” Quando buscam as academias, muitas pessoas não estão preocupadas em conhecer melhor o próprio corpo, integrar-se, ter mais saúde; o que procuram é um jeito de se encaixar nesse padrão ideal, ter uma forma para exibir. “Dizem que há uma corpolatria. Na verdade, é uma formolatria: culto à forma. Corpo cada um tem um, único. A forma, não. Ela é platônica”, diz Marília Coutinho.

Marília conhece bem a história da alienação corporal. Criança, tinha dificuldade de relacionamentos e de lidar com as emoções. A saída veio aos 11 anos, quando descobriu o esporte. Acalmou- se; aos 14, foi campeã de esgrima. Mas veio a filiação ao Partido Comunista, que dizia que esporte era “coisa de burguês”, e ela parou com o que mais gostava. Na mesma época, foi estuprada por lideranças políticas. Para defenderse, Marília fechou-se ao corpo. Chegou a maltratá-lo com drogas e automutilação. Aos 19 anos, abandonou o partido e mergulhou nos estudos, mas então o estrago estava feito. Seguiu a vida como bióloga e acadêmica brilhante, mas cheia de angústia. Diagnosticada como bipolar, segurava a onda com remédios. Mas foi só após uma tentativa de suicídio que ela percebeu: o exercício era a forma que ela encontraria de ficar sã. Um ano depois, era campeã brasileira de levantamento de peso. No esporte de força, ela se encontrou. Integrou-se.

Para Marília, a reconexão por meio da atividade física passa por estar presente, inteiro, em cada gesto. Por isso, critica o modelo tradicional de academia. “Você aprende a lidar com as máquinas. Não com seu próprio corpo”, diz. Joel Fridman, sócio da Crossfit Brasil, em São Paulo, concorda. “As habilidades de que um atleta precisa são as mesmas que sua avó necessita: força, equilíbrio, agilidade… Ela precisa conseguir se levantar sem dificuldade, por exemplo”, diz. Por isso, na Crossfit, trabalha- se o corpo todo; são movimentos globais, funcionais. Lá não há espelhos: o aluno precisa aprender a se conhecer.

Caminhos iluminados

Ao ouvir Joel falar sobre espelhos, eu me lembro de minha primeira professora de ioga, Lourdes. Ela dizia o mesmo sobre sentir o corpo. Aos 74 anos, praticante e professora há décadas, executa movimentos que mal consigo compreender. Foi nessa aula que comecei o caminho de descoberta do meu corpo: cheguei travada, sem alongamento, músculos frouxos. Aos poucos, ela foi explicando que tudo podia ser trabalhado. E ensinava, cheia de paciência. Praticando todo dia, vi, maravilhada, que conseguia tocar o pé com as pernas esticadas; que os braços podiam ser fortes; que os saberes do corpo são essenciais para o auto-conhecimento.

Ao me mudar de cidade, sem o auxílio de Lourdinha, tive dificuldade de encaixar a ioga na rotina. Cometi um erro: deleguei meu aprendizado a um mestre. Quando, na verdade, é responsabilidade de cada um encontrar sua consciência corporal. Pessoas sábias podem ajudar, mas, ao final, somos nós mesmos os responsáveis por essa procura. Estamos acostumados a deixar para as “autoridades” o arbítrio de nossas vidas: eles dizem o que devemos comer, quais exercícios praticar. Nada de mau em procurar a orientação de um especialista. Mas é preciso ouvir a própria voz também, porque cada corpo é único. Assim como os alimentos, certos exercícios e técnicas se adaptarão mais a umas pessoas que a outras.

Mas então é preciso fazer exercício?, me pergunta o leitor, ressabiado. Sim e não. Ninguém é obrigado a fazer algo que considere maçante. “O prazer é um componente importante da equação”, diz Marília. Mas, se a ideia é fazer as pazes com o corpo, reencontrá-lo, não dá para ficar só na teoria: é preciso trabalhá- lo. Não que seja fácil. Pode doer, cansar, dar trabalho; isso sem contar as emoções que vêm à tona. Técnicas como osteopatia, Alexander e fisioterapia especializada em consciência corporal são formas de descobrir o corpo, assim como a ioga. E mesmo o exercício em si, por que não? Pode ser ótimo, desde que feito com consciência, sem intenção de adestrar o corpo, e sim pensando em explorar suas possibilidades.

Uma dessas possibilidades é, inclusive, a iluminação. Não a ascese por meio do sofrimento de muitas religiões, mas a transcendência. A antropóloga Chicako Ozawa-De Silva traz para o debate a visão sobre o corpo de dois pensadores japoneses. Um deles, Ichikawa Hiroshi, escreveu um livro chamado The Body as Spirit (“O Corpo como Espírito”), em que afirma que as coisas que acreditamos ou dizemos ser de natureza espiritual não podem existir sem seus aspectos físicos, e vice-versa. Nossa própria existência unifica o nível espiritual ao físico. Para Yuasa Yasuo, a integração entre mente e corpo é um potencial, que podemos atingir por meio de práticas de autocultivo, como a meditação. Um potencial do corpo que, se nos negarmos a explorar, deixaremos de conhecer por completo.

Para saber mais
O Corpo Tem suas Razões, Thérèse Bertherat, Martins Fontes
Estética e Saúde, Marília Coutinho, Phorte

Dra Íris Miranda – Nutricionista – CRN 24352Especializada em Nutrição Esportiva. Espaço Acolher. Calçada dos Narcisos, 13 – Centro Comercial, Alphaville. Barueri-SP (11)41938952

 

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Depois de seis meses de debate, técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) voltaram atrás e decidiram recomendar a manutenção da sibutramina, remédio usado para emagrecimento, no mercado brasileiro. Em relatório apresentado ontem para membros da Câmara Técnica de Medicamentos (Cateme) da agência, a equipe manteve a decisão de indicar a proibição apenas das drogas dietilpropiona, femproporex e mazindol.

O documento propõe que a sibutramina continue no mercado, desde que sejam respeitadas algumas condições: a droga não pode ser prescrita por um período superior a 60 dias, o paciente tem de ter índice de massa corpórea (IMC) acima de 30 e ele também terá de assinar um documento em que confirma estar ciente de todos os riscos.

A nova versão do relatório será apresentada para diretores da agência, a quem caberá decidir o destino dos emagrecedores no País. Pela praxe, a diretoria colegiada – formada pelos quatro diretores da Anvisa – segue a recomendação do relatório técnico.

Integrantes da Cateme afirmaram terem sido surpreendidos e se mostraram indignados com as novas indicações. A Cateme foi a responsável pelo primeiro relatório apresentado pela Anvisa, em fevereiro, recomendando a proibição do uso de todas essas drogas. Ontem, em votação unânime, a Cateme foi contrária ao parecer do grupo técnico.

Riscos e benefícios

A equipe da Anvisa foi questionada sobre as razões da mudança de postura em relação aos emagrecedores. No início do ano, o mesmo grupo defendeu a retirada desses remédios – e a sibutramina era a vilã. O argumento era de que os riscos superavam os benefícios. Essa convicção foi mantida mesmo depois das duas audiências públicas realizadas pela Anvisa para ouvir especialistas e a sociedade.

No último encontro, em entrevista à reportagem, a chefe do Núcleo de Notificação da Anvisa, Maria Eugênia Cury, afirmara: Nenhum argumento ouvido nos encontros trazia um fato novo que mereceria a mudança do parecer. Ontem, Maria Eugênia foi questionada sobre qual seria o fato novo. A resposta foi: ?Uma decisão da equipe técnica.

O presidente da Associação Brasileira de Nutrologia, Durval Ribas Filho, considerou a vitória parcial. É preciso esperar a decisão da diretoria colegiada da Anvisa. Mas o ideal seria que todos os remédios continuassem no mercado. Ricardo Meirelles, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia concorda. Não é o melhor dos mundos, mas seria insensato proibirem a sibutramina, afirmou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte:diariodoabc

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